Governança acerca dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS): Análise bibliométrica de produções científicas em acesso aberto entre 2015 e 2024, indexados nas bases Web of Science e Scopus.
Gobernanza sobre los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS): Análisis bibliométrico de publicaciones científicas de acceso abierto entre 2015 y 2024, indexadas en las bases de datos Web of Science y Scopus.
Governance on the Sustainable Developments Goals (SDGs): A bibliometric analysis of open access scientific publications from 2015 to 2024 indexed in the Web of Science and Scopus databases.
Júlia Pereira Barros Sanchez
julia.sanchez@aluno.cefet-rj.br
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-5496-3393
Pesquisadora e Mestranda no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET, Brasil
Juliana de Araujo Borges
juliana.borges@aluno.cefet-rj.br
Orcid: https://orcid.org/0009-0000-8307-5021
Pesquisadora e Mestranda no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET, Brasil
Fabiana de Oliveira Ramos
fabiana.ramos@aluno.cefet-rj.br
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-6968-9470
Pesquisadora e Doutoranda no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET, Brasil
Luís Felipe de Freitas Leite
luis.leite@cefet-rj.br
Orcid: https://orcid.org/0009-0002-3484-4407
Pesquisador e Mestrando no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET, Brasil
Wladmir Henriques Motta
wladmir.motta@cefet-rj.br
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-8254-1278
Professor Pesquisador e Pós-Doutor no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET, Brasil
Resumo
Este artigo tem como objetivo realizar uma análise bibliométrica sobre Governança e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), buscando mapear e inventariar literaturas nacionais e internacionais sobre essas temáticas. O recorte temporal inicia em 2015 e finaliza-se em 2024, resultando em 156 artigos publicados em periódicos indexados nas bases de dados Web of Science e na Scopus. A análise proposta neste artigo buscou mapear temáticas relevantes sobre “Governança acerca dos ODS”, de modo a refletir e contribuir propostas de melhorias sobre o desenvolvimento de ações no âmbito local e global auxiliando gestores na tomada de decisão e promoção de políticas públicas. O presente artigo traz evidências de que o tema é emergente na literatura, que há literaturas recentes sobre essas temáticas, de modo a avaliar a oportunidade de colaboração nacional e internacional que vem avançando entre os pesquisadores das bases selecionadas.
Palavras chave
Governança; Desenvolvimento sustentável; ODS
Resumen
Este artículo tiene como objetivo realizar un análisis bibliométrico sobre la Gobernanza y los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS), con el propósito de mapear e inventariar la literatura nacional e internacional relacionada con estas temáticas. El recorte temporal abarca desde 2015 hasta 2024, resultando en 156 artículos publicados en revistas indexadas en las bases de datos Web of Science y Scopus. El análisis propuesto en este estudio busca identificar temas relevantes sobre la "Gobernanza en torno a los ODS", con el fin de reflexionar y proponer mejoras para el desarrollo de acciones tanto a nivel local como global, apoyando a los gestores en la toma de decisiones y en la promoción de políticas públicas. El presente artículo aporta evidencias de que se trata de un tema emergente en la literatura, con estudios recientes sobre estas temáticas, lo que permite evaluar las oportunidades de colaboración nacional e internacional que se han venido fortaleciendo entre los investigadores de las bases seleccionadas.
Palabras clave
Gobernanza; Desarrollo sostenible; ODS
Abstract
This article aims to conduct a bibliometric analysis on Governance and the Sustainable Development Goals (SDGs), seeking to map and inventory national and international literature on these topics. The time frame begins in 2015 and ends in 2024, resulting in 156 articles published in journals indexed in the Web of Science and Scopus databases. The analysis proposed in this article aimed to map relevant themes regarding “Governance and the SDGs,” in order to reflect upon and contribute to improvement proposals for the development of actions at both local and global levels, supporting decision-makers and the promotion of public policies. This article provides evidence that the topic is emerging in the literature, with recent studies addressing these themes, thus highlighting opportunities for national and international collaboration that have been advancing among researchers in the selected databases.
Keywords
Governance; Sustainable development; SDG
|
Recibido: 26/07/2025 Aceptado: 14/12/2025 DOI: https://dx.doi.org/10.5557/IIMEI16-N31-047071 Descripción propuesta: Barros Sanchez, J. P.; Araujo Borges, J. de; Oliveira Ramos, F. de; Freitas Leite, L. F. de; Henriques Motta, Wladmir, 2025. Governança acerca dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS): Análise bibliométrica de produções científicas em acesso aberto entre 2015 e 2024, indexados nas bases Web of Science e Scopus. Métodos de Información, 16(31), 47-71. |
1. Introdução
É cada vez mais frequente a discussão sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, onde a mesma, representa um compromisso global para guiar a humanidade rumo a um desenvolvimento mais sustentável, equitativo e inclusivo (Custódio e Martins, 2024). Sendo um plano de ação para as pessoas, a prosperidade, o planeta e a promoção da paz, através do estabelecimento de parcerias entre as diferentes partes interessadas (Silva, Limeira Filho e Martins, 2022).
Para impulsionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma estrutura de governança global e local é essencial (Custódio e Martins, 2024) articulando governança e desenvolvimento sustentável (Pineda, Cano e Czerny, 2021). Governança envolve interações, estruturas, processos e tradições que definem o exercício do poder e das responsabilidades, a tomada de decisões e a participação das partes interessadas (Graham et al., 2003), fundamentada em poder, relacionamentos e responsabilidade (Silva, Limeira Filho e Martins, 2022). Operando em múltiplos níveis e envolvendo diversos atores, a governança visa interações, diálogos e a gestão de desafios coletivos globais (Custódio e Martins, 2023).
Esse estudo se justifica e se torna importante pois busca realizar uma análise bibliométrica, sobre Governança acerca dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), buscando explorar a seguinte problemática: “Como é possível mapear e analisar a frequência e as abordagens teóricas sobre governança e os ODS em literaturas nacionais e internacionais?”
O estudo bibliométrico é um método de análise estatística que fornece uma compreensão quantitativa da literatura acadêmica sobre um determinado campo científico (Lima e Ribeiro, 2024). Autores de diversas instituições buscam estudar os ODS, tais como Mishra et al. (2024), Yamaguchi (2023), Falcone e Tutore (2025). Em específico o estudo de Elbanna et al. (2025) envolve governança ao confrontá-la com as palavras chaves justiça social e sustentabilidade econômica. Diante da importância temática, Mishra et al. (2024) acreditam que ainda são necessárias pesquisas bibliométricas multidisciplinares sobre a literatura de ODS.
Além desta introdução, o artigo apresenta uma seção metodológica, que destaca os procedimentos seguidos em sua elaboração, uma seção de revisão de literatura; uma seção sobre os resultados e discussão, uma seção com as considerações finais e, por fim as referências bibliográficas utilizadas.
2. Referencial Teórico
Nesta seção, foram reunidos alguns conceitos e abordagens de governança, objetivos de desenvolvimento sustentável e a agenda 2030, correlacionando com os artigos encontrados através desta revisão bibliométrica, de acordo com as bases de dados de pesquisa deste estudo.
2.1 Governança
Mediante a temática deste estudo, existem vários conceitos nas literaturas sobre governança, com vários significados e adaptações, de acordo com a área abordada, no entanto, em sua maioria o conceito de governança é polissêmico, multidimensional e carregado de ambiguidade (Rose-Ackerman, 2017). Como se trata de um conceito polissêmico e lastreado em diversas correntes teóricas, as definições adotadas tendem a ser variadas (Buta e Teixeira, 2020).
Mayntz (2001) trata governança moderna como uma nova forma de governar, mais participativa, em que atores públicos e privados cooperam para a formulação e aplicação das políticas públicas.
No aspecto sobre boa governança, Rose-Ackerman (2017) remete-se à tensão entre competência técnica e legitimidade procedimental, com destaque para o envolvimento social e a justificação das ações públicas. Neste viés, Buta e Teixeira (2020) expõem que essa questão não está apenas na formulação de políticas cientificamente avançadas ou em decisões que soam técnicas, mas em políticas que respondam ao interesse público.
Em suma, a governança pública abrange noções relativas ao processo de tomada de decisões de caráter coletivo ou comum. Envolve igualmente as formas de funcionamento do governo, além das instituições formais e informais que regulam o relacionamento entre Estado e sociedade (Grindle, 2017).
Diante dos conteúdos dos artigos analisados, há diversos aspectos no qual são considerados cruciais nos índices de governança, dentre eles: formação do conceito, validade do conteúdo, confiabilidade, robustez e relevância das medidas, complexidade descritiva, ajuste teórico, precisão dos estimadores e correta ponderação (Gisselquist, 2014).
No que tange à governança democrática, avalia-se de acordo com medida em que se estabelece meios para a participação social no planejamento e avaliação da ação pública (Martínez, 2005). Para Yousaf, Ihsan e Ellahi (2016) é possível avaliar que a relação entre o nível de confiança pública no governo e na governança é geralmente vista como intimamente relacionada entre si.
Segundo Cheema (2013), a confiança pública é o resultado e determinante da governança em um governo inclusivo, por meio do qual o aumento da confiança pública pode efetivamente facilitar o funcionamento das instituições governamentais, melhorando a qualidade da governança. Em outras palavras, todos os aspectos da boa governança devem ser praticados e aprimorados pelo governo para construir a confiança pública (Berlianí e Violita, 2021).
Aksoy e Tumen (2021) compreendem que o ponto crucial para alcance de uma boa governança pública, é de extrema importância, dentro da agenda estratégica de países em processo de desenvolvimento político, realizando abordagem com foco nos seus principais elementos: responsabilidade, transparência, eficiência, eficácia, capacidade de resposta e Estado de Direito (Su e Bui, 2017).
Sobre os desafios relacionados à boa governança, Grindle (2017) afirma que não se restringem apenas a efetividade, accountability (prestação de contas), transparência e legalidade, mas passam abranger também as condições de equidade, participação social, democracia, inclusão, respeito aos direitos humanos etc.
Mayntz (2001) informa que é preciso que as autoridades públicas disponham de competências e recursos que as permitam executar as decisões tomadas democraticamente. No que se refere à sociedade, são condições necessárias para a governança: (1) que a sociedade civil seja forte e bem-organizada; (2) que os cidadãos gozem de igualdade perante a lei e disponham de direitos fundamentais que os protejam; (3) que as organizações sociais sejam autônomas e capazes de negociar com as autoridades estatais.
Desse modo, é possível notar que há diversas perspectivas, muitas vezes, definições semelhantes. Percebe-se também que grande parte das definições de governança adotadas estão relacionadas à coordenação dos diversos atores interessados (públicos e privados), que cooperam para a formulação e implementação das políticas públicas, bem como à participação social na tomada de decisões. Outro ponto interessante é que algumas definições abordam não apenas o conceito de governança, mas as condições básicas para que haja governança (Buta e Teixeira, 2020).
Oliveira e Pisa (2015) vão além, esclarecem que inúmeras organizações internacionais têm desenvolvido indicadores e publicado estudos sobre a mensuração da governança, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); o Banco Mundial; o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); o International Country Risk Guide. Porém, esses estudos, na visão de Van de Walle (2005), ilustram a situação de comparação entre diversos países de forma genérica e subjetiva, não contemplando a realidade e as particularidades de cada um. No entanto, eles são úteis como fontes de informação e metodologia de avaliação.
Bayar (2016) complementa sobre a importância e impacto da governança no crescimento econômico ao longo prazo, sendo alvo de estudos que buscam explorar e mensurar tais impactos, onde a maioria deles utilizam os Indicadores de Governança Mundial (Worldwide Governance Indicators – WGI).
Para Merry (2011) as escalas de mensuração de governança não são unânimes, isto é, elas produzem formas de conhecimento convenientes e moldam a maneira como os formuladores de políticas e o público em geral percebem o mundo. Estabelecendo padrões segundo os quais os indivíduos, organizações ou nações devem se comportar, os indicadores tendem a inspirar aqueles que são avaliados a melhorarem seu desempenho.
Da Cruz e Marques (2013) concluem que modelos de avaliação devem ser adaptados a cada país ou região específica onde será aplicado. Merry (2011) chama a atenção para a expansão do uso de indicadores de governança em nível global, sob a marcante influência de lógicas de gestão corporativa, moldando a forma como são elaboradas e controladas diversas políticas públicas.
Desta forma, diante dos contextos apresentados, observa-se de modo geral que qualidade da governança, bem como o nível de governança são pontos cruciais para a compreensão de como a ação dos agentes envolvidos nos processos decisórios podem afetar no bom andamento do serviço público local (Silva, Limeira Filho e Martins, 2022).
2.2 Governança acerca dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) – Agenda 2030
Em setembro de 2015, a comunidade internacional, através da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), se reuniu em Nova York e se comprometeram com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (a serem apresentados na Figura 1) e 169 metas a serem alcançados até 2030 (Nygard, 2017).

Figure 1: Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ONU, 2015)
Fonte: ODS. (2016, January 6). GT Agenda 2030.
Deste modo, objetivando incentivar as políticas públicas e inspirar os atores sociais a promover o desenvolvimento sustentável em todo o mundo foram criados e ampliados no escopo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - ODM (Figura 2), atuando sob a orientação de cinco princípios, formalmente conhecidos como os “5 P’s” (Figura 3): pessoas, planeta, prosperidade, paz e parcerias objetivando levar o mundo rumo ao desenvolvimento sustentável (Silva, Limeira Filho e Martins, 2022). Envolvendo ações integradas e indivisíveis, que incorporam, de maneira equilibrada, as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental (ONU 2015).

Figure 2: 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
Fonte: (ONU, 2000).

Figure 3: “5 P’s”- 5 princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Fonte: (ONU, 2015).
Pleno século XXI sendo “o século das pessoas” (Novo, 2009), há um interesse evidente em vincular as percepções das partes interessadas à priorização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o que é conhecido como abordagem participativa (Pineda, Cano e Czerny, 2021). Kardos (2012) afirma que a governança representa como o poder é exercido na gestão dos recursos econômicos, sociais e ambientais, contribuindo para o desenvolvimento de um país. Sendo assim, se faz necessário essa articulação entre governança e desenvolvimento sustentável (Pineda, Cano e Czerny, 2021).
Diante desse contexto, a agenda 2030 pretende articular a governança socioambiental global, integrando diversas arenas de autoridade transnacional, internacional, nacional e subnacional com empresas, organizações, indivíduos e outros atores (Denny, Paulo e Castro, 2017).
Nessa perspectiva, os ODS envolvem de forma integrada as dimensões ambientais, sociais e econômicas, e consequentemente exigem soluções integradas e uma ampla perspectiva de sistemas para fins de cumprimento. Observa-se que atingir os ODS não é uma tarefa fácil e um dos caminhos para alcançá-los é integrar à gestão geral, bem como ao trabalho e aos procedimentos diários através de uma abordagem intersetorial, onde a colaboração dos diferentes atores, instituições e setores são fundamentais para implementação que terá impacto na governança local (Gustafsson e Ivner, 2017).
A despeito de seu caráter soft, ou seja, não vinculante, esse tipo de governança complexa parece ser o melhor método disponível para lidar com os desafios socioambientais atuais. Neste sentido, formas ativas e efetivas de participação da 0 sociedade civil estão ligadas, diretamente, ao sucesso ou fracasso da Agenda 2030, isto é, a força e a efetividade que se possam atribuir aos preceitos e princípios imbricados na Agenda 2030 estão associadas aos movimentos e significados que se possam construir no seu entorno. (Denny, Paulo e Castro, 2017).
Morita, Okitasari e Masuda (2020) esclarecem que sistemas de governança para os objetivos de desenvolvimento sustentável é um conjunto de estruturas, processos, políticas e mecanismos que são estabelecidos para coordenar, implementar, monitorar e avaliar o progresso em relação às metas dos ODS envolvendo interação das diferentes partes interessadas como instituições, governos, sociedade civil a fim de fortalecer e garantir que os esforços em direção ao alcance dos ODS sejam eficazes.
Fenton e Gustafsson (2017) notam que a implementação dos ODS requer uma governança multinível que compreenda a interação entre os diferentes níveis de governo e partes envolvidas, incluindo atores privados e cidadãos no gerenciamento de assuntos em comuns a fim de estimular ações em vários níveis, escalas e setores e própria ONU aborda que a cooperação entre todos os países e partes interessadas é essencial para realizar os ODS.
Para Custódio e Martins (2023) a agenda 2030 almeja alcançar resultados significativos através de arranjos de governança, observa-se a necessidade de uma estrutura de governança eficaz a nível local comprometida com a consecução dos objetivos pois, nota-se que a governança é um fator essencial para que os objetivos possam ser cumpridos de forma efetiva e a própria Agenda 2030 menciona a boa governança e o Estado de Direito, assim como um ambiente adequado, inclusivo e sustentado, como fundamentais para o desenvolvimento sustentável.
Silva, Limeira Filho e Martins (2022) destacam que a Agenda 2030 trata a governança como fator fundamental para o desenvolvimento sustentável e na implementação desses objetivos, indicando a necessidade de avaliar possíveis avanços e obstáculos. Sendo assim, a governança é considerada uma ferramenta de direção essencial e indispensável para o desenvolvimento sustentável (Van Zeijl-Rozema et al., 2008).
Deste modo, a implementação da agenda 2030, requer uma abordagem complexa em múltiplas dimensões, representando um quadro de referência para a conservação e capitalização dos recursos naturais e humanos e garantindo a proteção dos direitos humanos”, ou seja, a implementação da Agenda 2030 visa justamente esse equilíbrio nos âmbitos citados, buscando uma relação de sintonia, onde a qualidade da vida humana e manutenção dos recursos naturais fornecidos pelo meio devem ser respeitados dentro dos limites do planeta.
Beleneși et al.(2021) complementam que os ODS requerem um “estudo completo e análise aprofundada das direções que o progresso foi feito no desenvolvimento sustentável, bem como onde ocorrem desafios ou ameaças em relatórios sustentáveis, por meio de monitoramento e avaliação”, sendo a governança, nesse sentido, fator essencial tanto à implementação, quanto ao monitoramento e avaliação dos aspectos citados (Silva, Limeira Filho e Martins, 2022).
Torna-se claro, portanto, que a conexão entre governança acerca dos ODS é evidente, uma vez que a governança direcionada aos ODS necessita proporcionar um ambiente propício para a ação coletiva (Bowen et al., 2017) através da atuação dos diferentes atores em busca de compromisso, cooperação e ação coordenada com a finalidade de alcançar um futuro mais próspero, sustentável e inclusivo.
3. Metodologia
O presente estudo visa realizar uma análise bibliométrica, consistindo no levantamento de literaturas, através da consulta em bases de dados amplamente utilizadas pela comunidade científica nacional e internacional, são eles Web of Science e Scopus, pois estas bases apresentam uma ampla quantidade de publicações em relação ao tema abordado.
Os métodos para elaboração desta análise bibliométrica prevêem: (1) pergunta de pesquisa; (2) busca na literatura; (3) seleção dos artigos; (4) extração dos dados; (5) avaliação da qualidade metodológica; (6) síntese dos dados; (7) avaliação da qualidade das evidências; (8) resultados e (9) considerações finais.
A fim de obter documentos semelhantes à temática, a pesquisa foi realizada e exportada no dia 03 de janeiro de 2025, nas duas bases de dados mencionadas, utilizando os mesmos descritores de busca (palavras-chave e operadores booleanos), filtros e demais criterios, conforme apresenta a tabela 1.
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Descritores de Busca |
("governance
index" OR "governance indicator" OR |
|
Tipo de Acesso |
Aberto |
|
Bases de Dados |
“Web of Science” e “Scopus” |
|
Período |
2015 a 2024 |
|
Tipo de Documento |
Artigos publicados em periódicos |
|
Campos de Metadados |
Tópico (título, resumo, palavras-chave |
Tabela 1: Informações de busca. Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
Na sequência, as publicações foram filtradas, inicialmente, pelo ano de publicação, sendo escolhidos os documentos publicados a partir de 2015, ano de lançamento da Agenda 2030. Apesar da temática Governança ter um lapso temporal não tão recente quanto a temática dos ODS, por questões estratégicas de alinhamento dos dois eixos temáticos da pesquisa, optou-se por aplicar a mesma intersecção temporal a fim de obter resultados mais específicos para o atendimento da pergunta norteadora desta pesquisa. Já o segundo filtro utilizado foi o tipo de documento, onde foram escolhidos apenas os artigos. Por fim, os documentos foram filtrados pelos idiomas inglês, espanhol e português. Ambos os arquivos foram salvos em Excel para fins de registro completo.
Na base de dados da Web of Science foram encontrados 50 artigos entre os anos de 2015-2024, enquanto na base da Scopus, foram encontrados 106 artigos para o mesmo período, exportando-se um total de 156 documentos.
Na junção dos documentos em um mesmo arquivo, obteve-se um resultado de 58 artigos válidos, não ocorrendo a necessidade de exclusão de artigos duplicados por falta dos mesmos (que aparecem, simultaneamente, em duas ou mais bases) e dada exclusão de 98 artigos que não se adequaram diretamente a pergunta central deste estudo. Os 58 artigos selecionados foram baixados para estudos bibliográficos gerais. Analisados com o apoio do software R. Studio, posteriormente exportando os dados gerados para um arquivo em Excel, facilitando o acesso e a manipulação deles.
O software R é uma linguagem de código aberto e gratuito, na qual é possível selecionar o tipo de exame dos dados mais conveniente, de acordo com o objetivo do analista (Macedo, Lebres e Junior, 2022; Santos e Reis, 2021; Rocha Junior; Mello e Mello 2023).
Neste sentido, as informações coletadas fornecem uma quantidade significativa de dados que podem ser cruzados, permitindo gerar análises de conteúdos, referências de autores que mais abordam a temática, palavras mais influentes e países com maior publicação. (Rocha Junior; Mello e Mello 2023).
De modo geral, a análise dos artigos foi realizada a partir da leitura de artigos, objetivando identificar os principais conceitos referentes à avaliação sobre governança e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com referências importantes que abordam a temática. Realizou-se a comparação das publicações encontradas em ambas as bases, como número de artigos e publicações em comum.
4. Resultados
Na tabela 2, podem ser observadas as principais informações coletadas na pesquisa bibliométrica. Ao todo, aparecem 156 fontes, 58 artigos identificados com a abordagem foco do estudo, 394 autores, sendo 31 artigos com autoria única e uma média de 4,92 autores por artigo.

Tabela 2: Principais informações sobre os dados. Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
Deste modo, é possível observar que de acordo com a evolução temporal das produções científicas, com o apoio do Gráfico 1, que o tema começa a ser abordado nas publicações a partir de 2015 com um leve crescimento até 2018, onde as publicações decaem significativamente em 2019 e no período de 2020 até 2024 observamos um crescimento.

Gráfico 1: Produções científicas anuais. Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
No período entre 2015 e 2019, verifica-se anos com baixas produções científicas na temática, a partir de 2016 observa-se um crescimento potencial nos trabalhos, chegando à marca de 40 produções em 2024, com uma redução pontual no ano de 2019.
Isto é, com destaque de produções científicas coletadas no ano de 2024, o que sinaliza para a existência de um potencial de publicações a serem feitas nos próximos anos, sobretudo ao cumprimento das metas da Agenda 2030. Além disso, no gráfico 2, podemos observar um quadro comparativo com os 16 autores mais relevantes dentro deste eixo temático no período observado de 2015 até 2024, destacando-se os autores Malta, Márquez e Vieira.

Gráfico 2: Autores com mais publicações nas temáticas abordadas
Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
Neste sentido, na tabela 3, observa-se que a produção dos autores é algo importante para ser destacado nas análises realizadas, de modo a considerar quem são esses autores e a quais linhas de pesquisa estão interligados. Temos os comparativos quantitativos extraídos das Bases de Acesso Scopus e Web of Science.
|
Autor |
Web of Science |
Autor |
Scopus |
|
Márquez Delgado, Dora Lilia |
27 |
Malta D.C |
46 |
|
Buta e Teixeira |
17 |
Vieira F.S. |
20 |
|
Cole, Megan J. |
13 |
Bezerra J. |
11 |
|
Nygard. |
11 |
Pismel G.O. |
9 |
|
Nguyen, Hung Thanh |
11 |
Moraes I. |
9 |
|
Gomez-Trujillo. |
6 |
Denny D.M.T. |
7 |
|
Pineda, Cano e Czerny |
4 |
Xavier L.Y. |
7 |
|
Lim, Sojin |
3 |
Oñate-Valdivieso F. |
7 |
Tabela 3: Autores mais citados em cada base de dados.
Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
De acordo com a tabela 4, se aponta que autores mais citados não necessariamente serão os que fazem parte da lista dos autores que mais reconhecidos, isto é, ter mais artigos publicados não significa ser autor mais citado nos artigos. Vale destacar que a produção científica apresenta uma distribuição geográfica específica, como se observa nos dados de publicações nas bases Web of Science e Scopus.

Tabela 4: Países com mais publicações. Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
Na Web of Science, 5 países registraram produção científica, com destaque para a Coreia do Sul (14 publicações), seguida pelo Brasil (8) e pela África do Sul (4). Cuba, Argentina e Portugal têm 1 publicação cada. A categoria "Desconhecido" soma 10 publicações. Em termos de produção na Scopus, 7 países foram registrados, sendo a Coreia do Sul (14 publicações) o líder, seguida pelo Brasil (8) e pela África do Sul (4). Outros países, como Colômbia (2), Cuba (1), Argentina (1) e Portugal (1), também aparecem com números menores. Podemos observar na tabela 4, a produção científica registrada na Web of Science refletindo a predominância de poucos países, com destaque para a Coreia do Sul, enquanto na Scopus destaca-se o Brasil.
Avalia-se que pela Web of Science se registram 24 periódicos que publicaram artigos com o foco mencionado. Pela Scopus são 34 periódicos que apareceram nos metadados.
Conforme a tabela 5, observamos que a Revista de Gestão Social e Ambiental se destaca como o principal veículo de divulgação temática, com o maior número de artigos publicados em comparação com outras revistas. No ranking da Scopus, a Revista de Gestão Social e Ambiental aparece com 8 publicações, seguida por Ambiente e Sociedade e Revista Brasileira de Políticas Públicas, ambas com 7 publicações. Outras publicações incluem Desenvolvimento e Meio Ambiente (5 vezes) e Sustainable Development Goals Series (4 vezes). Em termos de periódicos indexados na Web of Science, o Potchefstroom Electronic Law Journal (PELJ) se destaca com 2 publicações, seguido pelo Journal of Creativity and Innovation, Korean Journal of EU Studies e The Journal of Humanities and Social Science, todos com 2 publicações, e Journal of Environmental Impact Assessment com 1 publicação. As demais publicações estão fragmentadas em vários periódicos.
|
Revistas Web of Science |
Qte. |
Revistas Scopus |
Qte. |
|
Potchefstroom Electronic Law Journal (PELJ) |
2 |
Revista de Gestão Social e Ambiental |
8 |
|
Journal of Creativity and Innovation |
2 |
Ambiente e Sociedade |
7 |
|
Korean Journal of EU Studies |
2 |
Revista Brasileira de Políticas Publicas |
7 |
|
The Journal of Humanities and Social Science |
2 |
Desenvolvimento e Meio Ambiente |
5 |
|
Journal of Environmenal Impact Assessment |
1 |
Sustainable Development Goals Series |
4 |
Tabela 5: Periódicos mais relevantes em volume de publicação de artigos. Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
5. Discussões
Observa-se que nas bases há uma grande quantidade de revistas, sendo 37 com uma única publicação na WOS e 47 na Scopus. Embora esses dados revelem uma variedade de revistas que abordam a temática, também realça, mais uma vez, o seu predomínio.
Embora esses dados revelem uma diversidade de revistas que abordam a temática, eles ressaltam, mais uma vez, o predomínio da Revista de Gestão Social e Ambiental na produção de estudos sobre governança dos ODS na base Scopus. Vale destacar que, nas revistas mais citadas em cada base, a Potchefstroom Electronic Law Journal (PELJ), que publicou um artigo seminal, se posiciona como uma das mais citadas na Web of Science, embora não figure entre as revistas indexadas na base Scopus.
Na sequência desta análise, avalia-se também sobre as palavras chaves dos autores. Deste modo, utiliza-se a nuvem de palavras (figuras 4 e 5) para destacar os termos com maior relevância, que estão sendo mais mencionados, discutidos, compartilhados e presentes nas pesquisas sobre as respectivas temáticas.

Figura 4: Nuvem de palavras Web of Science
Fonte: Adaptado do programa Word Clouds (2025).

Figura 5: Nuvem de palavras Scopus
Fonte: Adaptado do programa Word Clouds (2025).
Nas figuras 4 e 5 estão destacados os assuntos mais importantes do campo temático proposto. Sendo assim, percebe-se que os conteúdos referentes a Governança, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030 tem como palavras mais destacadas: governança, desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, agenda, entre outras.
Evidências nos artigos analisados apontam para a relevância das temáticas sobre Governança e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na literatura atual. Essa constatação sinaliza oportunidades promissoras para a colaboração em pesquisa nos âmbitos nacional e internacional, impulsionando o progresso nas bases de dados selecionadas. Acredita-se que o fortalecimento das redes de pesquisa sobre essa interface é crucial, especialmente para despertar o interesse em países mais desenvolvidos. Adicionalmente, a análise das bases de dados revela uma escassez de estudos sobre esses temas em países menos desenvolvidos, indicando uma importante lacuna a ser explorada.
6. Considerações finais
Este estudo buscou realizar uma análise bibliométrica sobre literaturas que abordam contextos relacionados a governança e os ODS, inventariando e mapeando literaturas nacionais e internacionais, com bases de dados da Web of Science e da Scopus, evidenciando a importância da governança acerca da implementação dos ODS e políticas públicas.
Nessa perspectiva de análise sobre governança acerca dos ODS, surgiu a necessidade de pensar como se pode contribuir com propostas de melhorias sobre o desenvolvimento de ações no âmbito local e global auxiliando gestores na tomada de decisão e promoção de políticas públicas que possam ser implantadas.
Deste modo, buscando gerar conhecimento capaz de avaliar e propor aprimoramentos em diversas dimensões, tanto nos serviços e políticas públicas quanto na gestão dos sistemas produtivos.
Ao todo, foram encontrados, nas duas bases de dados, 156 artigos publicados, sendo o periódico de maior prevalência de publicações a revista internacional, interdisciplinar, acadêmica, de acesso aberto e revisada pelos seus pares, Ambiente e Sociedade e Potchefstroom Electronic Law Journal (PELJ). Em relação à distribuição geográfica das produções científicas e da influência destas, percebe-se que no primeiro item, o Brasil se destaca, seguidos de países da Coreia do Sul, Suíça e Portugal.
O artigo traz evidências de que o tema é emergente na literatura, com uma quantidade significativa de publicações recentes sobre a temática. Além disso, há oportunidades crescentes de colaboração nacional e internacional, que vêm avançando entre os pesquisadores das bases selecionadas. No que se refere aos autores, vê-se que dentre os principais autores com mais publicações reveladas pelas plataformas de análise, há uma diversidade significativa de contribuições.
O avanço de um campo científico está intrinsecamente ligado ao conhecimento preexistente (Samiee et al., 2015), sendo que as contribuições de qualquer estudo se fundamentam na literatura consultada para sua realização (Hoffman e Holbrook, 1993). Esse conhecimento prévio acumulado na área se manifesta frequentemente por meio de referências bibliográficas (Lima e Ribeiro, 2024). Deste modo, a revisão bibliométrica se concentra na análise das conexões diretas entre os artigos, tornando-se uma abordagem preferível quando um número limitado de trabalhos é interligado e precisa ser sintetizado.
Entretanto, é importante ressaltar que esta pesquisa apresenta algumas limitações. A coleta de dados, embora tenha abrangido um amplo espectro de periódicos de bases reconhecidas e grande prestígio, não esgota em sua totalidade as publicações sobre o tema, o que restringe a generalização dos resultados. Ademais, a amplitude conceitual do termo "governança" e a especificidade da relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) impuseram desafios à realização de uma análise mais aprofundada e abrangente.
De modo geral a discussão sobre o desenvolvimento de novas metodologias voltadas para o monitoramento e análise da governança, de modo a contribuir no progresso em relação aos ODS. Essas metodologias podem fornecer suporte para a consolidação de políticas, estratégias e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, auxiliando os gestores na tomada de decisões e na implementação de políticas públicas necessárias.
Sendo assim, a pesquisa permitiu, por meio do mapeamento, analisar a forma como as temáticas estão sendo abordadas, identificando lacunas que podem ser exploradas em estudos futuros. Um exemplo disso é a escassez de pesquisas sobre a governança relacionada à implementação dos ODS em nível local, um campo em que a produção científica avança de forma vagarosa. Isso cria oportunidades para novos trabalhos, voltados à criação de modelos de monitoramento da governança, visando a implementação integrada dos ODS e contribuindo para o desenvolvimento sustentável.
Agradecimentos
“O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001”.
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